O que fazer à lista de casamento depois do casamento
19 de março de 2026

Os presentes não param no dia do casamento. Há convidados que mandam a encomenda três semanas depois, outros que esperam pelo fim das férias para comprar com calma, e os que vos ligam a perguntar o que ainda falta. Ficam então com a lista meio vazia, alguns duplicados na sala e uma decisão para tomar: deixá-la aberta, cortá-la ou fechá-la de vez.
Dois a três meses é o prazo normal
Deixem a lista aberta dois a três meses depois da festa. Cobre quem não pôde ir e quem prefere comprar quando a confusão já passou. Nos casamentos a que temos ido, os últimos presentes chegam por volta da décima semana, quase sempre de colegas de trabalho.
Se casaram no estrangeiro, ou se sabem que a família do lado do Porto manda sempre tudo tarde, deixem-na até aos seis meses. Vocês conhecem os vossos convidados melhor do que qualquer regra.
Tirem o que já têm e acrescentem o que descobriram que falta
Percorram a lista e apaguem tudo o que já receberam por outra via. Se a tia Marta apareceu com uma batedeira KitchenAid que nunca esteve na lista, a batedeira da lista sai. Se receberam duas máquinas de waffles iguais, saem as duas e uma vai para troca.
Acrescentem o que só perceberam que faltava depois de viverem juntos com a loiça nova. Caixas para guardar comida que fechem a sério, um segundo jogo de lençóis do tamanho certo da cama, um escorredor de loiça que caiba no lava-loiça da casa nova. Mantenham os artigos novos na mesma faixa de preço do resto da lista; acrescentar um sofá de 1 200 € em setembro fica esquisito.
Vejam também se ainda há opções em vários preços. Se tudo o que custava menos de 40 € já foi, juntem quatro ou cinco coisas entre 25 € e 50 €. Quem compra tarde é muitas vezes quem tem menos orçamento, e não deve ficar só com a máquina de café de 300 €.
Marquem os presentes como recebidos na semana em que chegam
Assinalem cada artigo poucos dias depois de o receberem. Evita que outro convidado compre o que já está no vosso armário e poupa a toda a gente uma ida à loja para trocar.
Se chegar um presente fora da lista que resolve a mesma necessidade de algo que lá está, tirem esse artigo. Copos de vinho da avó significam que os copos de vinho da lista desaparecem, mesmo que os da avó sejam de 1978.
Mantenham o vosso próprio registo de quem deu o quê, numa folha de cálculo ou num caderno, mesmo que a plataforma já o faça. Vão precisar dele quando se sentarem em outubro a escrever os cartões de agradecimento, e a memória de agosto já não é de confiança.
Não é preciso anunciar as alterações a ninguém
Ninguém precisa de uma mensagem em massa a dizer que a lista foi atualizada. Quando alguém perguntar o que ainda falta, mandem o link e pronto.
Alguns casais escrevem no cartão de agradecimento que a lista continua aberta para quem quiser espreitar. Se o fizerem, que seja uma linha, e só se vos parecer natural naquela família. Um cartão de agradecimento existe para agradecer; uma frase a pedir mais presentes lê-se mal, sobretudo por quem já deu.
Depois da lista de casamento vêm as outras
Quando fecharem a lista, ainda têm pela frente aniversários, o primeiro Natal na casa nova e, um dia, uma lista de nascimento. Ter um sítio onde anotar o que querem facilita a vida a quem já vos perguntou "o que é que vocês querem?" três vezes este ano.
Podem criar uma lista de desejos para a próxima ocasião e aproveitar o que a lista de casamento vos ensinou sobre a família: quem compra cedo, quem compra tarde e quem ignora a lista e traz copos.
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