O Amigo Secreto funciona o ano inteiro
Onde o Amigo Secreto funciona fora do Natal: no escritório em junho, em aniversários, em reuniões de família e em grupos de amigos que vivem longe.
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Um Amigo Secreto numa terça-feira de março, no escritório, depois de um projeto entregue à meia-noite da sexta anterior, pode ser o melhor do ano inteiro. Doze pessoas, €10 de limite, ninguém à espera. Em dezembro é mais uma coisa no calendário. Em março passa a ser o assunto da semana.
O escritório precisa de um bom momento também em junho
Os colegas conhecem-se melhor ao escolher um presente de €10 uns para os outros do que em três reuniões de trabalho. E as épocas mais calmas do ano, como junho ou setembro, são melhores para isso do que dezembro, quando todos já correm de um jantar para o outro.
Marque a troca para o fim de um projeto, para o fecho do trimestre, ou para nada em especial. Uma surpresa numa quarta-feira qualquer pesa mais do que uma que está anunciada desde novembro.
Aniversários, chás de bebê e despedidas de solteira
Num aniversário, propor que cada convidado traga um presente para outra pessoa, e não só para quem faz aniversário, muda o ambiente da noite inteira. Todos têm algo para abrir, e a aniversariante deixa de ser a única a agradecer durante meia hora.
Num chá de bebê ou numa despedida de solteira, uma troca anônima entre as convidadas, ao lado dos presentes para a futura mãe ou a noiva, obriga as pessoas a pensar em quem tiraram. Ao sortear os nomes online, ninguém tira o próprio nome, só o organizador pode ver quem ficou com quem, e acaba a conversa incômoda sobre quem gasta mais em quem dentro do grupo de amigas.
Reuniões de família sem desequilíbrio nos gastos
Nos almoços de família grandes, há sempre um primo que gasta €80 e outro que aparece com um chocolate. Um Amigo Secreto com um limite de €25 resolve isso: cada um recebe um presente, cada um dá um, e ninguém faz contas por baixo da mesa.
Funciona nas férias de verão na casa dos avós, na Páscoa, ou até numa videochamada de família com os primos que vivem na França. As crianças são as que mais gostam, porque têm a tarde inteira para adivinhar quem as tirou, e o presente passa a ser um jogo.
Clubes de leitura, grupos de treino e amigos espalhados
Um clube de leitura, a turma de pilates das terças ou o grupo de vizinhos da rua podem fazer uma troca de vez em quando para manter o contato. Não precisa de ser cara. Um livro em segunda mão com uma dedicatória, um frasco de doce caseiro, uma coisa pequena que mostre que alguém prestou atenção à conversa do mês passado.
Os grupos de amigos que ficaram espalhados por Lisboa, Berlim e Londres são os que mais ganham com isto. A troca dá um motivo para mandar um embrulho pelo correio, e a espera pelo carteiro dura mais do que o próprio presente.
Como organizar uma troca que funciona
Defina um limite de gastos à medida do grupo e da ocasião (€10 no escritório, €25 em família), uma data clara para a entrega, e uma frase de orientação para que as pessoas escolham com cabeça em vez de levarem o primeiro chocolate que aparece. Se o tema ajudar, adapte-o à estação: coisas para a praia ou para viajar no verão, um passatempo novo na primavera.
A parte chata, sortear os nomes, avisar cada um de quem tirou e lembrar o limite, fica resolvida online em cinco minutos. Cada participante pode ainda pôr três ou quatro ideias numa lista, para quem o tirou não ter de adivinhar.
Uma troca anônima funciona num escritório, numa família ou entre amigos que só se veem duas vezes por ano, em qualquer mês. É possível organizar um Amigo Secreto sempre que houver motivo, e o resultado do sorteio chega a cada pessoa por email, com o limite incluído.



