Começa a lista de Natal em janeiro

Começa a lista de Natal em janeiro

Uma lista de Natal escrita no dia 9 de dezembro, no telefone, quando a mãe já pergunta pela terceira vez, costuma ter meias, um livro qualquer e "algo para a cozinha". O resultado são meias, um livro já lido e um descascador. Quem começa a lista no dia 3 de janeiro tem, antes do verão, sete coisas que quer mesmo.

Dezembro é o pior mês para pensar no que se quer

Em dezembro há jantares de empresa, a escola das crianças, o presente para o Amigo Secreto e a viagem para a casa dos pais. Escrever uma lista com calma no meio disso não acontece; escreve-se o que vem à cabeça e pronto. Em janeiro há tempo. Dá para abrir a lista, pensar dois minutos e voltar a fechá-la.

E poupa trabalho a quem compra. Com meses em vez de semanas, o irmão faz a encomenda em outubro com envio grátis, em vez de andar pelo NorteShopping no dia 22 de dezembro à procura de vaga para estacionar.

A lista guarda o que se quer no momento em que se quer

Uma lista que vive o ano inteiro vai guardando as coisas à medida que aparecem. O livro de cozinha folheado na Bertrand em março, a garrafa térmica que uma colega tinha no escritório em julho, a blusa de lã que fez falta na primeira semana fria de outubro. Esses desejos, anotados no momento, dão presentes muito melhores do que qualquer coisa inventada sob pressão.

Uma nota no telefone também serve, mas o problema é que a nota fica só no telefone. Se em vez disso criar uma lista de desejos online, basta colar o link do produto, o nome e o preço aparecem sozinhos, e em novembro a lista já está pronta para compartilhar sem mais trabalho.

Quem compra aproveita as promoções, e não só as de dezembro

Os melhores preços quase nunca aparecem nas semanas antes do Natal. Uma máquina de café que entra na lista em janeiro passa pelos descontos de inverno, pelas promoções de primavera e pela Black Friday antes de ser comprada. Quem a dá paga menos e o dono da lista recebe exatamente o modelo que queria, e não o "parecido" que estava disponível.

A família combina entre si sem presentes repetidos

Com a lista pronta desde cedo, os primos, os pais e os amigos têm tempo para se organizar. Quem quer juntar dinheiro para um presente maior fala com os outros em outubro, e não na véspera. E como cada item pode ser reservado, e o dono da lista, por padrão, não vê o que foi reservado, deixa de existir o momento em que dois tios aparecem com o mesmo jogo de tabuleiro.

Todos compram com calma

Quando a lista está visível com meses de antecedência, quem dá o presente escolhe no seu ritmo e pensa no que escolhe. A avó pode pedir a alguém para fazer a encomenda do que escolheu. O cunhado, que odeia lojas, resolve o assunto numa noite de setembro. Ninguém trata o seu presente como mais uma tarefa de última hora, e isso se nota no que chega.

Ninguém precisa pensar no Natal em janeiro. Basta ter um lugar onde ir colocando as coisas. Hoje mesmo dá para criar a sua lista de Natal, acrescentar uma coisa de vez em quando e, em dezembro, só ter de mandar o link.