Férias de outono com experiências em vez de brinquedos
Passeios, magustos, passes anuais e assinaturas que uma família usa mesmo nas férias de outono, em vez de mais uma pilha de brinquedos.
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Chega a pausa de outono e, com ela, mais uma pilha de brinquedos que ninguém pediu. Um fim de semana prolongado de 1 de novembro, uma semana na casa dos avós, um aniversário no meio: tudo serve de pretexto para embrulhos. Um passeio em família costuma durar mais na memória do que qualquer um deles.
Ao ar livre enquanto o tempo deixa
Outubro e novembro em Portugal ainda trazem dias de sol, e é na serra que melhor se aproveitam. Um passeio pela Mata do Buçaco ou pelas trilhas do Gerês com uma garrafa térmica de chocolate quente na mochila custa quase nada e dá para repetir todos os anos sem ninguém reclamar. Um magusto em 11 de novembro, com castanhas assadas e uma caminhada antes, é a versão mais barata de todas.
A colheita da maçã na região de Alcobaça ou a Feira da Castanha em Marvão, em novembro, deixam as crianças encher um cesto e entender de onde vem o que comem. Vale mais do que uma tarde num centro comercial.
Para famílias de bicicleta, a Ecopista do Dão (49 km entre Viseu e Santa Comba Dão) tem folhagem bonita nesta época e quase nenhum desnível.
Dias de chuva em casa
Material de trabalhos manuais com tema de outono funciona bem: uma prensa de folhas, uma caixa de aquarelas, argila para modelar. Usa-se nesta época do ano e não fica esquecido na gaveta como o brinquedo eletrônico de dezembro.
Fazer bolos juntos numa tarde também conta. Torta de maçã, pão de abóbora, biscoitos de canela. As crianças aprendem alguma coisa e no fim há lanche.
Os cafés de jogos de tabuleiro, como os que já existem em Lisboa e no Porto, têm centenas de jogos na estante e comida no menu. Dá para experimentar cinco jogos numa tarde, em vez de comprar um às cegas por 40€ e descobrir que ninguém gosta.
Museus, zoológicos e aldeias históricas
O Pavilhão do Conhecimento em Lisboa e o Oceanário programam atividades para famílias exatamente nestas semanas. Uma entrada única para dois adultos e duas crianças no Oceanário fica em torno dos 80€; um passe anual de um museu ou de um zoológico compensa com duas ou três visitas e é útil nos domingos de chuva do resto do ano. Entre os dois, o passe ganha. É o presente que os avós podem oferecer sem errar.
As aldeias históricas da Beira, como Monsanto ou Sortelha, ficam ainda mais bonitas com as cores do outono, e alguns museus de aldeia organizam oficinas de pão ou de tecelagem em que a família toda põe a mão na massa.
Assinaturas que duram além das férias
Uma caixa mensal de experiências científicas ou de projetos de artesanato chega com tudo incluído e prolonga a atividade pelo inverno inteiro. Uma assinatura de livros infantis por idade faz o mesmo pela leitura. Todos os meses um livro novo, sem ter de escolher na livraria com uma criança impaciente ao lado.
As caixas de jardinagem para famílias trazem bulbos de tulipa ou de narciso para plantar agora e ver florir em março. Ensinam paciência, coisa que nenhum brinquedo faz.
Presentes que viram tradição
Um vale para o mesmo festival de outono todos os anos, uma reserva de brunch em novembro, bilhetes para o magusto da junta de freguesia. O que se repete entra no calendário e deixa de ser presente para passar a ser hábito.
Uma sessão de fotos em família entre folhas caídas é outra ideia. Muitos fotógrafos fazem mini-sessões de outono de vinte minutos, e daqui a dez anos é essa a foto que ainda está na parede.
Um diário de viagens ou um álbum para colar ingressos e folhas obriga a registrar os passeios em vez de vivê-los só de passagem. As crianças não dão importância a isso agora. Aos quinze anos dão.
Para os avós, tios e padrinhos que queiram oferecer uma destas ideias em vez de mais um brinquedo, crie uma lista de desejos com as experiências que a família gostaria de fazer. Quem perguntar o que dar fica logo com a resposta.



