Começa a lista de desejos de Natal em setembro

Começa a lista de desejos de Natal em setembro

A maior parte das pessoas começa as compras de Natal em novembro, quando o tamanho certo já esgotou e os preços já subiram. Fazer a lista de desejos em setembro muda isso. Ficam três meses para repartir os gastos por vários salários, aproveitar promoções e decidir com a cabeça fria antes que a publicidade de dezembro comece a empurrar.

O que setembro dá e dezembro já não dá

Tempo, sobretudo. Um casaco de 120€ comprado em outubro pesa menos no orçamento do que o mesmo casaco com mais quatro presentes na mesma fatura de dezembro. Os artigos mais pedidos, o Lego do momento, a última novidade em jogos, o perfume que todos viram no anúncio, esgotam na segunda semana de dezembro e voltam em janeiro. Quem tem a lista feita compra em outubro e nem chega a perceber que esgotou.

E há a parte da cabeça fria. A lista feita em setembro mostra o que a pessoa quer de verdade. A feita no dia 15 de dezembro mostra o último anúncio que viu.

O que pôr na lista

Uma boa lista de Natal vai além de "coisas que quero". Misture categorias para que quem oferece tenha escolha real em orçamentos diferentes.

  • Experiências: ingressos para um concerto na primavera, uma aula de cozinha, um fim de semana no Gerês
  • Coisas práticas que compraria de qualquer forma: um pijama bom, uma frigideira de ferro, um guarda-chuva que aguente o vento
  • Material para um hobby que já tem, ou para um que quer começar
  • A versão boa de algo do dia a dia: café de torrefação pequena, um caderno Leuchtturm, um creme de rosto melhor
  • Uma assinatura: uma revista, um serviço de streaming, uma caixa mensal de chá

Distribua os preços. Uma lista que vai dos 10€ aos 150€ dá a cada pessoa algo que consegue pagar sem constrangimento, e os artigos caros ficam marcados para a família juntar em grupo.

Peça à família que faça o mesmo

Com a sua lista pronta, peça aos outros que façam a deles. Uma mensagem curta no grupo da família chega: "fiz a minha lista de Natal; se cada um fizer a sua, ninguém tem de perguntar nada em dezembro". Quem tem a lista feita recebe menos meias.

Setembro também é o momento de resolver a logística. Vai haver troca de presentes entre os adultos ou só para as crianças, qual é o limite por pessoa, faz-se um Amigo Secreto entre os primos. Combinar isso agora evita a conversa incômoda de dezembro, quando metade já comprou e a outra metade acha que não devia haver presentes.

Compre como quem tem tempo

Com a lista feita, dá para comprar quando o preço é bom. A data deixa de mandar. As promoções de fim de verão em setembro, a Black Friday no fim de novembro e os descontos de início de dezembro chegam quando já se sabe o que se quer. A Black Friday só vale a pena para quem já sabe o modelo e o preço normal; para os outros, é um convite para comprar o que não estava na lista.

Guarde uma nota no telefone com ideias para os outros, ao lado da sua lista. Quando encontra o presente certo para a sua irmã em outubro, compra na hora e não depende da memória seis semanas depois.

Os presentes feitos à mão também precisam desta folga. Um livro de fotografias impresso leva duas semanas para chegar, um quadro encomendado a um ilustrador demora um mês, e aprender a tricotar um cachecol até o Natal exige começar agora.

A lista pode mudar até dezembro

Uma lista feita em setembro não é um contrato. Pode surgir um interesse novo em outubro ou uma mudança de opinião sobre a máquina de café em novembro, e a lista acompanha. Serve para dar às pessoas um ponto de partida, e um ponto de partida pode ser atualizado.

Começar agora deixa dezembro livre para a parte do Natal que conta, a mesa cheia e as pessoas em volta dela. Pode criar uma lista de desejos de Natal hoje e ter o assunto arrumado antes de novembro começar.